Era uma manhã agradável. O dia estava ensolarado e haviam poucas nuvens no céu. Pequenas rajadas de vento refrescavam o ambiente e pareciam brincar com os longos cabelos rosados da garota, que sem nenhum motivo especial, resolveu ir para a escola mais cedo.
Trajando devidamente seu uniforme, caminhava lentamente — abanando sua cauda — enquanto lia algum livro sobre relacionamentos. Isso porque a alien gostaria de aprofundar seu relacionamento com seu noivo, que andavam um tanto quanto monótono.
Porém, — como já era de se esperar — por sua atenção estar voltada no que estava lendo, não percebeu que caminhou rumo às pessoas da calçada. Esbarrando, acidentalmente, com alguém em especial. O impacto fora grande o suficiente para fazê-la deixar o livro cair.
“S—Sinto muito!” Desculpou-se, logo abaixando para pegar seu livro novamente. O ato de agachar-se deixou mais evidente ao / a desconhecido(a) o fato de ter uma cauda.
Naquela tarde a alien havia voltado para a casa mais cedo do que de costume. Estava ansiosa e sua mente parecia borbulhar. Uma repentina ideia de como poderia consertar uma de suas experiências (que nunca funcionam de forma 100%) surgira e precisava colocá-la em ação.
Passado-se um bom tempo, a noite já chegara e não demorou muito para que Mikan, sua ‘cunhada’, a chamasse para o jantar. Um longo suspiro escapou-lhe por entre os lábios. Aparentemente, nada do que planejara funcionou. Levantou-se e seguiu para a porta do quarto, mas ao girá-la, por algum motivo inexplicável, sua invenção, Pyon Pyon Warp-kun, que ainda se encontrava em seu pulso fora ativada, a teleportando (sem roupas, devido ao defeito da engenhoca) para algum lugar não definido.
Chegando ao tal destino, tudo estava bastante escuro. Aparentemente se encontrava em um… Quarto? Ao menos, era o que parecia. Continuou sentada ao chão esfregando os olhos, esperando que os mesmos se acostumarem com o escuro para que pudesse descobrir onde se metera dessa vez.
{ Nota:Pyon Pyon Warp-kun → Bracelete que teleporta as pessoas (sem as roupas), não é possível escolher o destino. Sempre a curtas distâncias. Demora um dia para recarregar. }
“Eh?” Não importava o quanto o ruivo lhe desse esse tipo de sermão. Era incapaz de perceber a maldade alheia. No entanto, isso não era motivo para preocupá-lo, certo? Com um sorriso meigo nos lábios, assentiu com a cabeça. “Ok, Rito!” Dito isso, avançou para cima do noivo, agarrando-o de forma carinhosa, alargando o sorriso em sua face.
“Que horas são?” Disse a alien sentando-se na cama e coçando o olho esquerdo. ”São 6:30, Lala-sama!” Ouviu seu pequeno robô dizer enquanto sentava-se ao seu lado. “Gostaria que eu ativasse o meu modo roupa?” A garota de longos cabelos rosados ergueu os braços, espreguiçando-se. “Não precisa, Peke!” Puxou a coberta jogando-a para o lado, revelando seu corpo nu e levantou-se da cama. “Hora de ir ver o Rito!” A alien correu em direção a porta e abriu-a, seguindo as pressas para o quarto do garoto. Já era mais do que comum a transição da mesma pela casa completamente nua.
Assim que chegou a porta do quarto de Rito, abriu-a cuidadosamente e adentrou ao cômodo, fechando-a com o mesmo cuidado. Não queria acordá-lo. Seguiu nas pontas dos pés até a cama do mesmo e adentrou em baixo do cobertor engatinhando até o travesseiro e deitando-se ao lado de Rito. Fitou a face do garoto e sorriu. Ele ficava fofo com aquela expressão serena. Lala não pode se conter, abraçou-o, apertando o braço do mesmo contra seus seios fartos e adormeceu novamente.